Reservas estratégicas impulsionam economia, enquanto mercado exige práticas mais responsáveis e seguras
O Dia Mundial da Mineração, em 7 de maio, é uma data que, no Brasil, merece atenção redobrada: poucos países têm tanto a comemorar. Em meio a discussões e negociações envolvendo terras raras nacionais, o dia também relembra a todos, não só a relevância de ser o segundo país com maior reserva dessas regiões no mundo, mas também a conscientização sobre a necessidade de práticas mineradoras sustentáveis e seguras.
O território brasileiro concentra algumas das maiores reservas minerais do planeta. Segundo dados da Contee, o Brasil detém 94% do nióbio mundial, a segunda maior reserva global de terras raras e figura entre os primeiros em grafita e níquel. São recursos que estão no centro da disputa geopolítica atual — matéria-prima para baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos e sistemas de defesa. O mundo inteiro precisa do que o Brasil tem.
No minério de ferro, o país não fica atrás. O Brasil é o segundo maior produtor mundial, respondendo por cerca de 18% da produção global, com destaque para o Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais e a Serra dos Carajás no Pará. A qualidade do minério brasileiro, com alto teor de ferro, garante competitividade especialmente nas exportações para China e Europa.
O faturamento da mineração chegou a R$ 298,8 bilhões em 2025, alta de 10,3% sobre 2024, conforme os dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). Mais do que isso: o superávit da balança comercial mineral representou 47% do saldo positivo de toda a balança comercial brasileira. Ou seja, quase metade do que o Brasil ganhou nas trocas com o exterior no ano passado veio do subsolo.
O setor também emprega. São 221,7 mil empregos diretos, com previsão de investimentos de R$ 342,18 bilhões para o período 2025-2029. Isso demonstra a importância deste segmento em diversas áreas da economia, tanto em exportações como no aumento de trabalhos.
Mas esse protagonismo traz um ponto incontornável: a mineração do século XXI não pode mais ser pensada apenas sob a lógica da abundância de recursos e da competitividade global. A pressão por práticas sustentáveis deixou de ser periférica e passou a ocupar o centro das decisões estratégicas do ramo. Isso envolve desde a gestão eficiente de rejeitos e o uso racional da água até a recuperação de áreas degradadas e a redução das emissões de carbono. Em um cenário de maior atenção internacional, operar com responsabilidade ambiental deixou de ser diferencial, sendo pré-requisito para acessar mercados, atrair investimentos e manter a licença social para operar.
Ao mesmo tempo, a segurança operacional e a governança ganham um peso proporcional ao tamanho dessa indústria no país. Tragédias recentes reforçaram a necessidade de protocolos mais rigorosos, transparência e fiscalização contínua. A mineração brasileira vive, portanto, um momento de transição: precisa equilibrar expansão com controle, produtividade com responsabilidade. O ajuste fino que vai determinar não só a sustentabilidade do setor no longo prazo, mas também a forma como o Brasil será percebido globalmente, como fornecedor estratégico de minerais críticos ou como um player capaz de liderar uma nova agenda de mineração responsável.
É nesse cenário que a Brasmin ganha ainda mais sentido. A Feira da Indústria da Mineração, de 5 a 17 de junho de 2027, reúne mais de 200 marcas nacionais e internacionais em Goiânia/GO, com público formado por executivos, engenheiros, compradores, pesquisadores e investidores ligados à cadeia produtiva. A edição de 2025 movimentou volume de negócios superior a R$ 1 bilhão em perspectivas de curto e médio prazo. Mais informações e inscrições em: brasmin.com.br.
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