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Vale: a estratégia para se tornar uma mineradora de baixo carbono

A companhia produziu 336 milhões de toneladas de minério de ferro (maior volume desde 2018), mais 31 milhões t de pelotas (menos 15%), 381 mil toneladas de cobre (também a maior desde 2018) e 177 mil t de níquel (maior produção desde 2022)

A Vale está a pleno vapor na implementação da Estratégia Vale 2030, que tem como metas principais transformar a companhia em uma mineradora de baixo carbono, com foco na segurança e eficiência operacional e metais para transição energética. No seu principal negócio, Soluções Minério de Ferro, a empresa avança com projetos estruturantes, com destaque para Vargem Grande e Capanema (ambos em Minas Gerais) e o Programa Novo Carajás, no Pará. Já na Vale Metais Básicos o foco está na expansão da produção de cobre em Carajás e redesenho estratégico do negócio níquel.

Paralelamente aos projetos que visam aumento da produção e afirmação da companhia como produtora de minerais para transição energética, houve avanços nos programas de reparação de Brumadinho e nas frentes de indenizações, reparação ambiental e reassentamento de populações como parte do programa de reparação de Mariana.

A Vale reporta avanços também na gestão de rejeitos e segurança das barragens, incluindo a implementação do GISTM (Global Industry Standard on Tailings Management) em 100% de suas barragens de rejeitos e atendimento do compromisso público de não ter qualquer estrutura de contenção de rejeitos em nível 3 de emergência.

A área de Inovação tem sido outra a ganhar atenção especial da Vale, com a evolução do programa de Smart Operations, com destaque para as iniciativas envolvendo automação das operações de minas e ferrovias, uso da IA nas atividades de manutenção preditiva e de segurança, processamento avançado, digitalização de cadeias e novos modelos industriais de produção, como as usinas de briquetes e os Mega Hubs.

Segundo o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, o ano de 2025 “foi marcado por resultados consistentes e avanços claros em direção à nossa ambição de liderar a criação de valor na indústria de mineração por meio de práticas éticas e sustentáveis”.

Na parte de segurança, ele informa que a empresa reduziu em 21% os acidentes registráveis de alto potencial, comparativamente a 2024, “enquanto os eventos de processo (P1 e P2) tiveram queda de 29%”.

No item gestão de barragens, ele menciona a reclassificação da barragem Forquilha III do Nível de Emergência 3 para o 2, garantindo que nenhuma estrutura da Vale permanece no mais alto nível de emergência. “Ao longo de 2025, reduzimos o número de estruturas em algum nível de emergência de 14 para 9, e em 2026 já reduzimos duas estruturas adicionais, representando uma redução total de 80% desde 2020. Também avançamos no programa de descaracterização de barragens a montante, atingindo 63% de conclusão”, diz ele, lembrando que todas as barragens de rejeitos da companhia atualmente estão em conformidade com o GISTM.

Ainda de acordo com Pimenta, a produção de minério de ferro proveniente da circularidade dobrou, o que contribui para reduzir a pegada ambiental das operações.

Na parte operacional, a Vale tem mantido os guidances de produção, conforme seu presidente, e mantido rigor na disciplina de custos, tanto em minério de ferro quanto na Vale Metais Básicos.

Bons números em 2025

Para ele, a Vale registrou bons números em 2025, com um total de R$ 213,6 bilhões em receita líquida de vendas, R$ 85,9 bilhões de EBITDA ajustado, R$ 48,8 bilhões de caixa líquido gerado pelas atividades operacionais, além de fechar o ano com a atribuição de R$ 13,8 bilhões de lucro líquido aos acionistas e com um caixa de R$ 41,6 bilhões. A dívida líquida expandida da mineradora fechou o ano em US$ 15,6 bilhões.

Em termos de produção, a companhia produziu 336 milhões de toneladas de minério de ferro (maior volume desde 2018), mais 31 milhões t de pelotas (menos 15%), 381 mil toneladas de cobre (também a maior desde 2018) e 177 mil t de níquel (maior produção desde 2022).

No que se refere a crescimento, a Vale investiu R$ 30,6 bilhões em 2025, incluindo R$ 24,3 bilhões em CAPEX de manutenção. A empresa avançou na aceleração de projetos estratégicos como Capanema, Vargem Grande, Voisey’s Bay (no Canadá) e Onça Puma, além de lançar o programa Novo Carajás, que visa dobrar a produção de cobre da Vale e aumentar a oferta de minério de ferro de alta qualidade. “Carajás é uma das melhores regiões do mundo para minerais críticos, incluindo cobre e minério de ferro de alto teor. Por meio desse programa, estamos expandindo os investimentos para acelerar o desenvolvimento dessa importante dotação mineral, diz o executivo.

Para 2026, a Vale programou investimentos entre US$ 5,4 e 5,7 bilhões, dos quais US$ 1,1 bilhão são direcionados a crescimento e o restante a manutenção das operações. . Em 2027, a expectativa é que sejam investidos cerca de US$ 5,9 bilhões.

Fonte: Brasil Mineral

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