Agência projeta crescimento de 3% no Ebitda nos próximos 12 a 18 meses, impulsionado pela valorização de ouro e prata e pela demanda por cobre e alumínio
A Moody’s, agência de classificação de risco, mantém uma perspectiva estável para o cenário global de metais e mineração, com projeção de crescimento de aproximadamente 3% no Ebitda nos próximos 12 a 18 meses. Essa projeção é sustentada pela oferta de ouro e prata, pelos do cobre e alumínio firmes, além do níquel.
Impulsionados pela demanda por investimentos e por questões geopolíticas, o ouro e a prata seguirão em alta, com o ouro funcionando como um porto seguro em períodos de tensão entre países e a prata como um ativo utilizado em painéis solares, veículos elétricos e eletrônicos, em conforme o avanço da transição energética.
No centro dessa mesma transição estão o cobre e o alumínio, essenciais para esse movimento de valorização e transformação industrial pelo qual a economia tem passado, marcado pela eletrificação, pelas fontes de energia renovável e pela expansão da digitalização, com data centers e inteligência artificial.
A projeção também inclui uma análise sobre o zinco e o carvão metalúrgico, que permanecerão equilibrados, embora o zinco deva registrar oscilações provocadas pela oferta de concentrado, pela produção das fundições, pelos custos de energia e pelos estoques globais. A volatilidade do carvão metalúrgico, por sua vez, está concentrada na imprevisibilidade da produção da China, na demanda por importação da Índia e nos gargalos operacionais na Austrália.
Para o carvão térmico e a platina, a perspectiva é de uma estagnação a longo prazo, considerando o avanço da descarbonização, energia renovável e restrições na extração. Apesar disso, resta um fôlego, sobretudo para o carvão térmico, que ainda registra demanda ativa para a geração de energia em diversas matrizes globais.
As avaliações sobre o aço, o minério de ferro, o níquel, o paládio e o lítio variam. Um crescimento modesto poderá ser observado no setor do aço, associado principalmente aos avanços do setor imobiliário da China, enquanto o minério de ferro seguirá com produção estável. Com excesso de oferta e estoques elevados, o níquel manterá preços baixos, bem como o paládio, cuja perspectiva é desfavorável devido ao avanço dos veículos com motores de combustão interna. O lítio deve se adaptar, mantendo o setor bem abastecido.
O resultado do levantamento da Moody’s oferece um panorama completo das perspectivas otimistas e dos fatores negativos para a indústria de commodities. Segundo a análise, uma atividade econômica mais forte e o suporte dos preços das commodities poderiam resultar em um crescimento de pelo menos 10% no EBITDA. No entanto, também observa a desaceleração da indústria global, as adições significativas de nova oferta e as disrupções geopolíticas prolongadas.
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